Postagens

Cultura, qual é a sua?

Imagem
Por ( Jadir Mauro Galvão, Alessandro Rosini e Rosemary Matias)  Resumo. A cultura nasce, cresce e se modifica silenciosamente no interior de uma sociedade e nas relações de convívio entre as pessoas. Dentro das ideias de grupo social e subgrupo, nos embates e estranhamentos com contraculturas e na influência exercida por outras culturas. Mas essas múltiplas dinâmicas e influências nem sempre se dão conscientemente, tampouco racional e intencionalmente. Inclusive pode ser colonizada e influenciada deliberadamente com objetivos e interesses alheios. Nesse estudo vamos tentar aclarar as múltiplas influências que engendram uma cultura. As bases conceituais em que elas se constroem e os problemas que elas suscitam. Mas nem sempre temos claro qual é a nossa cultura, o que veio por influência de outra e o que foi introduzido sorrateiramente e sem nosso consentimento. Para tentar aclarar essas múltiplas influências, vamos elaborar um protocolo (Jogo) rápido de autoidentificação da nossa cult

Existem dois tipos de medo. Qual deles você experimenta mais?

Imagem
  Existem dois tipos de medo. Qual deles você experimenta mais? (Por Jadir Mauro Galvão) A sensação de medo que normalmente experimentamos em nossa vida, não difere muito do que é experimentado pelos animais instintivamente. Claro que não daria para perguntar a uma gazela ou a um guaxinim o que eles sentem para tentar depois contrastar com o que sentimos. O que falo aqui é de um medo primordial que nasce junto conosco. É inato. (John Locke se reviraria no túmulo se me ouvisse agora rsrsrs). Antes de seguir com essa reflexão é preciso delimitar que estou falando aqui dos medos verdadeiros e reais, mas esse funcionamento é o mesmo para os medos falsos <<Clique aqui para entender o que são medos falsos>> . Os dois tipos podem ser chamados de medo, mas tem funcionamento e caracterização diferentes. Para explicar melhor vamos dar um exemplo facilmente observável em qualquer desses documentários sobre vida animal. Na natureza, sobretudo entre as presas, mais que nos predadores, o

Quais são as Forças Internas que comandam as nossas Vontades?

Imagem
  Quais são as Forças Internas que comandam as nossas Vontades? (Por Jadir Mauro Galvão) Nietzsche reconhece dois tipos de força que atuam sobre os homens. A uma ele dá o nome de dionisíaca , alusão ao deus Dionísio do panteão grego. Aquele mesmo do vinho, das festas e dos bacanais. É uma força positiva que se auto afirma como sendo boa. Não boa em relação a outras, mas boa em si mesma. Espontânea, afirmativa, autônoma, honesta que não quer e não precisa ser avaliada ou julgada por quem quer que seja. Ela tem a força da autenticidade afirmativa. Busca o bem para si e não visa qualquer tipo de mal a ninguém. A outra força descrita pelo alemão é a apolínea . Alusão ao deus Apolo, do mesmo panteão já mencionado. Considerado, entre outras coisas, como o deus da justiça, da lei e da ordem. Mas a justiça aqui recebe um teor negativo. Como coisas que não se podem ou se devem fazer. Como uma censura que coíbe a pulsão positiva. Um freio à espontaneidade afirmativa. Enquanto uma é uma afirm

Como nascem os nossos medos?

Imagem
Como nascem os nossos medos?  Por Jadir Mauro Galvão Claro que existe um medo ancestral e originário em cada um de nós. Ele é imediato , isto é, não depende do nosso discernimento ou raciocínio. É como um instinto animal. É inato a todos os seres humanos. Mas esse medo é benéfico. É ele que nos alerta sobre os perigos reais e iminentes. Cair de lugares altos, contato com bichos perigosos e outros tantos perigos que, protegidos exatamente por esse medo, nos mantém seguros. Pode-se dizer que esse medo é tanto real quanto verdadeiro . Mas há um outro tipo de medo. O medo que aprendemos a sentir. Uma criança pequena, estando no caminho de uma barata, teria talvez curiosidade de pegar, olhar mais de perto e até levar à boca. Mas é exatamente nesse momento que uma mãe zelosa vai até a criança mobilizada e adrenalizada com todo o seu medo, pega a criança no colo com ímpeto, sai de perto do “extremo perigo”, dá um grito bem próximo do ouvidinho da criança, para que alguém a ajude na hercúlea

Sabe como compatibilizar Onisciência Divina e livre arbítrio humano?

Imagem
Sabe como compatibilizar Onisciência Divina e livre arbítrio humano? (Por Jadir Mauro Galvão) Certos problemas lógicos são difíceis de encarar. Parecem afrontar nossa razão a um desafio hercúleo. O problema é que esse não enfrentamento acaba produzindo silenciosamente em nossa alma certo desalento. Lá no fundo sabemos que é necessária uma solução para estruturar ou até desestruturar nossas convicções e mesmo nossa visão sobre o mundo. Mas certos problemas não se oferecem de maneira fácil ao entendimento. Algumas coisas do mundo natural ou do mundo humano são mais fáceis de encarar, mas estas são poucas. Ai corremos o risco de achar que a vida se resume as essas pequenas coisas vulgares, essas que o entendimento se sente confortável, e acabamos tornando nossa vida muito menos rica do que poderia ser.     Com o tempo e nossa corrida louca pelo dinheiro, nos desabituamos de acessar as demasiadamente profundas fronteiras do pensamento e da lógica a tal ponto que acabamos por crer num p